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riscos_e_rabiscos

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Ó chuva, pá!

 

Eu até gosto de chuva, principalmente quando vou ficar em casa. A chuva remete.nos para um cenário idílico e acolhedor: um belo livro para ler, um sofá confortável e um chá quente para ir levando as palavras que lemos para outros lugares.

 

Ora esta ideia é muito atrativa mas está longe da minha realidade de hoje. Para já, tenho a dizer que desconfio que o São Pedro deve andar zangado comigo. Se assim não fosse, havia necessidade de, quando tenho de sair de casa para ir trabalhar, mandar a maior carga de água do dia cá para baixo?!?

 

Levava vestida a minha gabardina à inspector Gadget, botas (lembrar de comprar umas galochas!) e um chapéu de chuva forte. Assim que atravessei a rua para o outro lado, já estava encharcadinha. Mas o pior era atravessar o rio que se forma na descida ao fundo da rua. Lá passei o Tejo da minha rua em bicos de pés mas mesmo assim consegui fazer entrar água para dentro de uma bota através do fecho!

O chapéu de chuva parecia um catavento a rodopiar na minha mão. Às tantas veio uma rabanada de vento tão forte que quase me senti a Mary Poppins a voar com o seu chapéu de chuva.

 

Com muita sorte, o meu primeiro autocarro não chegou atrasado. Entrei, depositei as minhas malas - que pareciam ter saído de um alguidar de água - em cima do banco e ajeitei-me o melhor que pude com tanta tralha.

Cheguei à paragem do segundo autocarro, não estava lá ninguém. Estranhei. Reparei que o meu autocarro estava parado perto da paragem e como motorista lá dentro. Pensei "como falta pouco tempo para partir e o homem conhece-me, deve vir já para aqui e eu entro". Está bem, está! Gramei dez minutos à chuva e vento na paragem e fiquei ainda mais molhadinha. Finalmente lá veio.

 

Em resumo, consegui chegar tão molhada à escola como se tivesse ido tomar banho vestida. Bolas!